Sábado, 1 de Novembro de 2008
Câmara de Odivelas não sabe onde pode cortar mais as despesas
No início do mandato, o quadro de análise às tiradas da Srª Presidente, permitiam adivinhar o pior. É sempre bom rir por último. É o meu caso.
Afirmava:”uma cultura de prestação de contas e transparência”, eu e os vereadores da oposição também gostariam de ver as contas da ex-Odivelcultur pelos documentos de apoio, e não a serradura que apresenta na Assembleia da Câmara.
Mais grave é o objectivo declarado de fazerem e rapidamente executada, a Municipália, uma nova empresa que juntou as duas empresas municipais, para “que os comunistas não chateiem mais o Mário Máximo”.
Convicta profetizava “a alteração da macro estrutura da Câmara com redução da despesa com cargos políticos e cargos dirigentes”. Para quem afirma que são os outros com os seus comportamentos que denigrem os políticos é muito incoerente. É falsa a afirmação, pois não refere a importação de vários elementos cujo único mérito é o favor partidário, ou o de serem do seu relacionamento pessoal.
. A grande aposta do mandato, um Gabinete de auditoria interna, além de crucificar o anterior presidente (do seu partido) e com o único propósito de se proteger a si própria, num gesto desnecessário de prepotência e exibicionismo modernaço, nomeou para seu Director e simultaneamente vogal na Odivelcultur, um seu ex-vizinho e colega de curso.
Os puros em acção: Equipa de compras, numa única unidade orgânica todas as aquisições, de bens e serviços, exemplo acabado de um clima de intimidação, suspeição, com a promessa de uma gestão modelo?
E quem está a chefiar esta equipa? Um socialista? Perguntem! Nem pensar.
Um ano depois, o partir do verniz. As “qualidades” a imergirem.
Quando o ex-vice-presidente (de quem tudo herdou) se demitiu da Câmara, cortando cerce com o passado comum, mas cuja utilidade estava esgotada nos seus projectos políticos, foi solidária a destempo:”durante 4 anos (mandato de Manuel Varges) assisti (afirma) a humilhações continuadas ao ex-presidente Manuel Varges” (na comissão política concelhia) assistiu, aplaudiu, consentiu, e é só agora, com total desplante, que se confessa? Qual o sentido disto tudo? Não lhe ocorreu quando afirmou que só encontrou dividas na Câmara? Ou quando afirmou “que retirei Odivelas da listas das mais endividadas”?
Só revelou a sua total falta de carácter politico e atitude dissimulada, falta de valores, carreirismo sinistro.
Fiquemo-nos de momento pela rama, não é difícil concluir que a situação deu o BERRO, será uma questão de tempo. Afirmação sustentada pela leitura da local.
Jornal Nova Odivelas de 20 de Julho de 2007, a Presidente da Câmara considerou que era “ uma questão de espinha dorsal ” referindo-se ao facto do anterior Presidente da Câmara de Odivelas, e seu partidário, nunca ter abandonado actos oficiais mesmo quando “humilhado.”
Para justificar a sua atitude ao abandonar as festas do 25 de Abril. Que mal lhe fez o pobre? Seguramente que este se sentiu uma “lula” ou mais grave, uma verdadeira “alforreca”.
Recentemente e com o descalabro à vista, nova estratégia, sem réstia de decoro.
Porque não quer ser vista como a única despedida por justa causa, recuperou o ex-presidente “despesista”, o sem espinha dorsal, como afirmou, para “Chanceler das Ordens Municipais”.
O ex-vereador Carlos Lérias, (a quem correu da lista original de candidatos), para seu “adjunto”.
O patrocínio de um Festival de teatro (na Municipália) digno de figurar na alta-roda dos eventos internacionais. O seu protegido tem que brilhar. Vão-se os anéis, ficam os dedos. Tudo isto num palco com 150 Lugares.
Uma viagem à ilha do Príncipe com delegação, governante que se preze não anda sem séquito, para a entrega de um cheque para obras aos carenciados numa parceria tardia com uma paróquia local.
A local do Público de última hora, da sua própria iniciativa, com uma entrevista seguramente bem pensada, diz-nos o quê?
Que a mordomia aos amigos, os lugares bem pagos de nulos e incompetentes, mesmo o desconhecimento total de politicas públicas, desculpa tal canhestra façanha, são insuficientes para explicar uma confissão digna de despedimento por justa causa.
A realidade é bem outra.
Alguém, ou alguma sondagem, ou simplesmente o dia a dia das pessoas, já lhe demonstrou a sua total “falta de maneiras” para que o povo lhe renove o mandato.
O desespero é total, mesmo tendo a seus pés, não direi mais, por ora fico por aqui, os jornais da terra, os servos carentes de renda, a complacência dos dirigentes Nacionais, o que lhe ocorre?
Legitimar um regresso ás listas de deputados revelando como sempre um calculismo viperino, de desprendimento, de uma Câmara que, apesar das suas nobre qualidades, é insolvente por natureza.
Esquece que existe um acção de anulação das eleições concelhias nos órgãos do Partido para analisar a legitimidade de como se fez eleger, pagando ou mandando quem executasse a pouca vergonha de pagar quotas a centenas de militantes e contratando o ultimo jornalista não alinhado para os serviços da Câmara.
A condição de Presidente da Comissão politica é o seu objectivo lógico para se auto propor ao seu antigo pouso que arduamente conquistou como bem sabemos, eu em especial.
A insolvência financeira seria, sem dúvida, e com a devida competência resolvida, se delegasse ao competente “Doutor em Gestão” e seu protegido Mário Máximo, a solução do imbróglio, em vez de o deixar com rédea solta a gastar o que agora confessa não existir.
Tudo deve ser pago. E como afirma o humorista, “vai mas é trabalhar”.
O Concelho não foi feito para este triste espectáculo, e de uma forma ou de outra, a bem ou a mal, muitos dos “abonados” terão que procurar trabalho, por mim podem ir para bem longe. A confissão de 28.10.2008 na Lusa
Ramalho Santos, Odivelas 31.10.2008
Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
Presidente revela quebra inesperada de receitas
28.10.2008 - 12h10 Lusa
A presidente da Câmara de Odivelas, Susana Amador, revelou à Lusa que a autarquia registou durante este ano uma quebra inesperada nas receitas e que pretende cortar todos os gastos supérfluos dentro da estrutura camarária.
Susana Amador (PS), explicou que “o facto de o país estar a viver um ciclo económico de recessão está a obrigar a autarquia a entrar em contenção de despesas, tendo existido já reestruturações dentro da própria Câmara Municipal”, sendo, no entanto, consideradas “ainda insuficientes”.
“Já emiti um despacho a informar que precisamos de cortar todas as despesas supérfluas, mas o problema é que não sabemos onde podemos emagrecer mais”, sublinhou a autarca, que, além de ter feito cortes na frota e nos recursos humanos, também terminou com as horas extraordinárias, mantendo neste momento “apenas os serviços essenciais como a protecção civil, a fiscalização e os transportes de pessoas com deficiência”.
“Só no primeiro trimestre de 2008 gastámos tanto como o tínhamos feito durante ano inteiro de 2007. Isso obrigou-me a ter de pôr algum travão na euforia”, justificou a autarca que pretende evitar que haja “um excesso de endividamento da câmara”.
“Arrumar a casa”
“Neste momento é necessário arrumar a casa e equilibrar as contas”, realçou.
A responsável municipal referiu ainda que a autarquia, a que preside, gasta anualmente 22 milhões de euros com o quadro de pessoal, isto apesar de outras autarquias que têm o mesmo número de funcionários gastarem apenas entre 12 e 15 milhões de euros.
“O facto de passarmos de uma situação em que tínhamos um quadro de pessoal que era na sua maioria constituído por assistentes administrativos para um altamente qualificado faz com que tenhamos de atribuir salários mais altos”, explicou.
Apesar da implantação desta politica de contenção, Susana Amador garantiu que “os concursos internos de progressão das carreiras vão continuar, para manter “os funcionários estimulados”.
Domingo, 7 de Setembro de 2008
"AS FONTES DO HONESTO"
Marco Túlio Cícero nasce em 106 A.C. e veio a morrer em 43 A.C. (63 anos).
Cícero foi educado pelos mais brilhantes e eruditos professores da sua época, nos estudos jurídicos, de oratória, retórica e filosofia.
Orador e causídico famoso, seguiu a carreira das honras (cursos Honorum, Questor, Edil Curul, Pretor e Cônsul).
Defensor da República Romana das apetências dos partidários de formas de governo autoritárias.
Adversário de Júlio César é por este perdoado após uma derrota militar.
Para tentar salvar a “sua” república apoia a conjura para assassinar Júlio César.
Em oposição a Marco António, que considerava o símbolo da tirania, e para restaurar os ideais republicanos, pronuncia contra ele as Filípicas, que ditaram a sua morte, decidida por Marco António e Octaviano.
Já descrente da sorte da República, apesar da morte de César, considerava
Marco António um seu valido, continuador da tirania que aquele tinha estabelecido.
Em várias cartas que envia a seu filho Marco, estudante na Grécia, esquematiza e desenvolve o seu pensamento do que é essencial par uma vida digna.
O tratado De Oficiis, a obra moral de Cícero.
In Textos Filosóficos, edições 70.
Os princípios fundamentais do dever moral, de modo a poderem estabelecer um conjunto de regras de conduta.
a) O homem porque é dotado de razão pela qual compreende a relação de causa e consequência e pode estabelecer analogias, ligando e associando o presente e o futuro, compreende facilmente o curso de toda a vida, fazendo os preparativos necessários para a sua conduta.
b) A grandeza de alma, resulta de um espírito, pela natureza bem formado, não desejando submeter-se a ninguém, excepto àquele que estabelece as normas de conduta, ou é o mestre da verdade, ou que para o bem comum governa segundo a lei e a justiça.
È a partir destes dois elementos que se forja e se molda a honestidade.
A essência da honestidade encontra-se no conhecimento da verdade.
Tudo o que é honesto dimana de uma destas quatro fontes:
I
Sabedoria é o desenvolvimento inteligente da verdade, é sapiência, prudência e a manutenção dos laços sociais.
II
Manutenção dos Laços Sociais
III
Grandeza de Alma
IV
Decoro, ordem e moderação de tudo aquilo que se diz e faz, no qual a modéstia e a confiança subsistem.
As quatro fontes da honestidade encontram-se implicadas e interligadas, no entanto, cada uma dá origem a um certo tipo de dever.
Os homens pervertem os princípios fundamentais da natureza ao dissociarem a utilidade da honestidade.
Em relação ao dito ”do mal, o menos” é isto com efeito, agir sem honestidade.
Não devemos tomar o desconhecido por conhecido e aceitá-lo imediatamente.
O mérito de toda a virtude reside efectivamente na acção.
Virtude - são actos humanos, genericamente bons.
I
A sabedoria é a maior de todas as virtudes que consiste no conhecimento de todas as coisas humanas e divinas e incluem a convivência social.
A sabedoria é o desenvolvimento inteligente da verdade, é sapiência e prudência
Todo o nosso pensamento e actividade intelectual devem ser orientados em relação ás questões da honestidade, bem como ao estudo da ciência do conhecimento.
O que poderá, para além do saber, ser mais desejável ou mais notável? Que coisa melhor para o homem e dele mais digna poderá existir?
Toda a filosofia é fértil e frutuosa, e nela domínio algum pode ser mais rico e fecundo do que aquele que se dedica aos deveres, daí emanando preceitos para uma vida honesta e coerente.
Que não se tenha a ninguém de obedecer, que se goze a liberdade cuja essência é viver segundo a nossa própria vontade.
Devemos livrar-nos de toda a espécie de perturbações espirituais, não só da ambição e do medo como também do sofrimento, do prazer e da cólera, afim de que a tranquilidade e segurança de espírito possam ser usufruídas, as quais oferecem tanto à constância como à dignidade.
O sábio age de acordo com a razão e a natureza.
Todo o conhecimento alheio à justiça é astúcia, e nunca sabedoria
DEVER
A sabedoria é o conhecimento da verdade, o espírito de solidariedade, a magnanimidade e a moderação.
II
A manutenção dos laços sociais entre os homens e da vida em comunidade.
A primeira parte é a justiça, a rainha das virtudes, à qual se junta a generosidade, por elas existem os homens de bem.
O fundamento da justiça reside na boa fé, os que correm pela paixão do poder, pelas honras e pela glória, esquecem totalmente a justiça.
Não existe elo social mais importante que não seja aquele que une, cada um de nós à República. (Cícero)
Nenhuma comunidade é mais nobre, mais sólida, do que aquela na qual todos os homens de bem partilham os mesmos costumes.
Grande é também aquela comunidade que resulta da permuta de serviços, aqueles que os permutam ficam ligados entre si por sólidos laços sociais.
Que cada um possua o que lhe cabe, e se alguém tomar algo para si para além desse limite, violará as leis da sociedade humana.
Da injustiça existem dois tipos: um, a daqueles que fazem o mal; o outro, o daqueles que podendo evita-lo, nada fazem.
A injustiça deve ser sempre evitada.
A legitimidade vale por si própria, a dúvida pressupõe um juízo injusto.
Julgamos nós acerca dos outros e acerca de nós próprios de maneira desigual.
A amizade mais aprazível é aquela que a afinidade de carácter cimentou.
“Entre amigos todos os bens são comuns.” (Platão)
DEVERES
Deverá ser sobremaneira honrado aquele que mais dotado for destas virtudes: a modéstia, a temperança e a própria justiça.
A clemência é a contenção do espírito quando administra a justiça.
A beneficência é uma selecção baseada no mérito.
É grande o poder da benevolência, enquanto fraco o do medo.
A benevolência será avaliada pela sua constância e consistência.
III
A grandeza da alma é o que se realiza com grande elevação de espírito e com desprezo pelas vicissitudes humanas, e surgem aos nossos olhos como sendo a coisa mais magnífica.
A verdadeira e sábia grandeza da alma é aquela que considera serem as acções e não a glória, a constituírem a base daquela honestidade que a natureza toma, preferindo ser aquilo que é realmente a ter de parecê-lo.
Que os homens fortes e magnânimos sejam bons e simples, amigos da verdade e de modo nenhum falaciosos. Tais são as qualidades pelas quais é a justiça louvada.
Suportar aquilo que parece atroz, é próprio de um espírito robusto e de grande constância.
Em suma, aquela honestidade que buscamos num espírito grande e excelso é produto de um esforço anímico, e de modo nenhum poderá ser produto da força física.
É próprio de um espírito corajoso e firme manter a presença de espírito e a capacidade de deliberar sem perder o discernimento.
Porém, esta elevação de espírito em circunstâncias de perigo e de aflição, quando é desprovido de qualquer sentido de justiça ou quando se combate não pelo bem comum, mas, em defesa dos seus próprios interesses, nisso não há réstia alguma de virtude.
Os homens levados pela ilusão resvalam no mais ignominioso ridículo e cometem os erros mais hediondos.
DEVERES
Nada com efeito é mais digno de louvor, nada mais digno de um homem eminente e notável do que a clemência e o espírito de reconciliação.
Seguindo estes preceitos, poder-se-á viver com nobreza, honestidade e esperança, e também na simplicidade com lealdade e amando verdadeiramente os homens.
IV
A última divisão da honestidade, uma espécie de enfeite da vida, é a temperança e a ponderação (noção de decoro), que domina todos os conflitos da alma e é a medida de todas as coisas.
Foi-nos concedido pela natureza as partes relativas à constância, à moderação, à temperança e ao respeito, e nisto a mesma natureza nos ensina a não agirmos com negligência para com os nossos semelhantes, assim temos a possibilidade de nitidamente ver como é amplo o campo de interacção de toda a conveniência, que se estende, de uma maneira geral a toda a honestidade.
O conveniente consiste em tudo aquilo que é conforme à excelência dos homens.
O que é conveniente é honesto e aquilo que é honesto é conveniente.
Servir-se da razão e da linguagem com prudência é conveniente.
Todas as coisas justas são convenientes, as injustas são hediondas, consequentemente inconvenientes.
É conveniente aquilo que é conforme à natureza com vista à moderação e à temperança.
Enganar-se, errar e faltar à verdade é inconveniente.
O papel da justiça consiste em não violentar os homens, em relação ao respeito, em não ofendê-los (ser conveniente).
DEVERES
Quanto ao dever, o primeiro passo que nos conduz à harmonia com a natureza e ao respeito pelas suas leis, é ora seguindo o subtil e o inteligente, ora o mais conveniente para a comunidade dos homens, ora a fortaleza e a coragem.
OBTENÇÃO E MANUTENÇÃO DO PODER E DA GLÓRIA
No tratamento dos assuntos importantes da administração, é a glória assunto de grande relevância.
O ponto mais alto e a perfeição da glória residem nas três condições seguintes:
Se por ventura a multidão nos estima;
Se em nós deposita toda a sua fé;
Se pensa sermos nós dignos de alguma honra, à qual se pode acrescentar uma certa admiração.
As três condições, que foram apresentadas como constituindo os meios pelos quais podemos alcançar a glória, foram todas elas superadas pela justiça.
A justiça deve ser cultivada e mantida por todos os meios, não só para a sua própria salvação (caso assim não fosse, não haveria justiça) mas também pelo acrescentamento de honra e de glória.
Se alguém desejar a verdadeira glória da justiça alcançar, que cumpra ele próprio os deveres da justiça.
Entre todas as coisas, nada é mais apropriado para defender e manter o poder do que ser amado, e nada menos recomendável do que ser temido.
Um amor intenso emerge, todavia, da multidão, unicamente devido à própria reputação ou simples rumor da nossa generosidade, da nossa beneficência, do nosso espírito de justiça e da nossa lealdade, para além de todas as virtudes que se encontram associadas à afabilidade e à doçura de carácter.
Porém, quanto à lealdade, só poderá ser alcançada de duas maneiras: se agirmos com prudência e com espírito de justiça.
São exaltados com os maiores elogios aqueles homens em quem se vislumbram certas virtudes excelentes e excepcionais, enquanto que, de modo diverso, olham com desprezo e contundência aqueles em quem julgam não existir coragem, energia ou virtude alguma.
Aquele a quem o dinheiro não faz vacilar é digno da maior admiração em virtude de todos o verem como tendo conseguido superar a prova de fogo.
O caminho mais directo para a glória é o facto de se agir de maneira a “se ser tal e qual aquilo que se tinha desejado parecer” (Sócrates)
Recorrendo à simulação, à vã ostentação ou ainda ao disfarce, não só nas palavras se enganam como também em relação a tudo o mais.
A verdadeira glória possui raízes e ramificações e tudo aquilo que é fingido rapidamente cai por terra.
FIM
Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
PRESOS - PORTUGUESES VS ESTRANGEIROS
Mais uma vez o “complicado” Daniel faz das suas.
Olhe para os factos: um estudo com esta estrutura só podia ser feito se pago pelo Estado, como é óbvio. Haveria alguém realmente tonto para tamanho desperdício em face de umas perguntas tão simples? Quem rouba, mata etc? Rouba e mata quem? Quanto rouba? Quem está preso, porquê e por quanto tempo? Crimes sem castigo, quantos? Etc.
Só um cientista coloca como hipótese o número de imputáveis, já sabemos, somos 8,5 milhões à data de 2003, depois é só fazer as contas (morrem +/- 100 mil ano, 5 (cinco) anos depois, temos apenas 8 milhões. É de génio.
Nos licenciados é muito melhor. Contabilizam quase 500 mil e com a produção actual seguramente, nos dias de hoje, são o dobro, retirando a taxa de 1,243245% ao ano vezes 5, dos que se vão desta para outra, etc.
Uma quase luz está na conclusão do Director Geral dos Serviços Prisionais:
pag. 210/211 “à data de hoje, são 2.426 distribuídos pelos 56 Est. Prisionais, com forte predominância nas Centrais, sendo certo que existe pelo menos um Estabelecimento, Caxias, em que os estrangeiros atingem 50%. Este valor, o número actual (2003) de estrangeiros, carece de validação e de análise ponderada”…Palavras para quê? É um estudo científico. Nem o pobre do Sr. Director leu direito.
Se procura moralizar a rapaziada, erra, está cada vez mais a transformar-se no tal “fascista das palavras” que lhe causou urticária qb no Eixo do Mal.
Sábado, 28 de Junho de 2008
UMA PROPOSTA GRATUITA
Desintoxica
SOPA BÁSICA DE QUEIMA DE GORDURAS
1 Beringela
1 Nabo
2 Maços de cebolinha
1 ou 2 latas de puré de tomate (ou tomate picado)
1 Maço de aipo ou salsão
1 Repolho grande
1 Cebola picada
3 Cenouras
2 Chávenas de feijão verde
Tempere com sal, pimenta, curry, salsa, etc.….
Corte os legumes em pedaços pequenos ou médios e cubra de água.
Ferva rápido por 10 minutos, então abaixe o lume mantendo o ponto de fervura
Por aproximadamente 40 minutos. Tempere a gosto.
Esta sopa pode ser tomada em qualquer momento, quando tiver vontade, de dia ou de noite.
Só queima calorias.
Sábado, 14 de Junho de 2008
NÃO......
Daniel Oliveira partilho o gozo de todos aqueles que visualizarem a cara de parvos destes novinhos políticos europeus e eurocratas, formato aristocrata, não é difícil, encontrarão aí um misto de sentimentos entre: os “estamos feitos num oito” e os mais ladinos que enfiarão a máscara do sério e respeitável “homem de Estado”.
Ficou provado finalmente, e creio por largo tempo, que o povo, qualquer um, mesmo só por uma estreitíssima fresta ainda sabe produzir, a partir de ideias desordenadas, uma orientação racional.
De um universo de 100 eleitores, 47 decidiram ficar onde mais lhes agradou, ou seja, bem longe das urnas de voto. Dos restantes 53, só 25 concordam com o estado da arte política dominante votando sim. Mas…por artes e saberes vários 28 não estavam para aí virados.
Preparem-se para as tretas do costume, a PAZ, o bem estar social, o nunca olvidado progresso, o destino da Humanidade e a sempre presente solidariedade.
Montaram o tratado de Lisboa como uma farsa, não haverá tragédia seguramente, mas pinotes não faltarão.
Domingo, 1 de Junho de 2008
A NÃO PERDER PEÇA UNICA,começa assim
Aspirina B
Posted: 31 May 2008 10:27 AM CDT
As eleições do PSD são a agonia de uma geração, de uma classe e de uma forma de fazer política.
A geração é a que tem governado o Estado, a classe é a que dirige e milita nos partidos. Desde o 25 de Abril, esta elite apodrece sem arrependimento na cadeira — uma parte deles está há muito afastada, de bandulho empanturrado e trôpegos, outra parte recusa-se a cair.
E mesmo que nada mude a seguir no futuro próximo, que se repitam os modelos e os processos, os motivos e as intenções, agora já se sabe, agora está claro, nu: as maiores figuras do sistema político são directos responsáveis, ou cobardes cúmplices, por 30 anos perdidos para a cidadania, a democracia e a liberdade; ou seja, 30 anos de estagnação e marasmo cívico.
O que mudou foi só por obra do tempo e das circunstâncias inevitáveis, aquilo que teria de mudar para que a lógica do Poder se mantivesse.
Nada nasceu das vontades, a não ser os projectos pessoais de conquista.
E assim se constata como o salazarismo, que moldava por simetria até a sua própria oposição, apenas conheceu alteração de chefias políticas. Iniciou a troca de pele ao longo do marcelismo e concluiu a metamorfose com a Revolução.
Conseguiu permanecer como axiologia uniformizadora da política, sociologia, economia e psique nacionais até 2004, altura em que se atinge a miséria moral com a saída de Barroso e o abandono do País à incompetência e irresponsabilidade de Santana. Não por acaso, é também o ano do Portugal Hoje — O Medo de Existir, finalmente o diagnóstico que permitia ter consciência da gravidade e alcance da doença.
É de não perder. atenção o artigo continua mais à frente no mesmo bloge.
por Valupin