domingo, 11 de outubro de 2009

Boa viagem. (não é desta)


Sobre a
Crónica Tempestiva
No Diário de Odivelas
Carlos Manuel Castro

Este escrevinhador mais se parece com um disco riscado. Não é em vão, é pago para isso, e os contratos são para se cumprirem. Para as pessoas desprevenidas até pode parecer um verdadeiro e legítimo apaixonado pela obra da Presidente da Câmara.

A realidade é bem outra, e este cavalheiro, se fosse minimamente honesto, devia começar os seus artigos declarando quanto ganha ao serviço desta senhora, e qual é o seu papel na constelação dos dependentes financeiros pagos por todos nós.

Escreve sobre “a grande obra” da senhora presidente, que lhe alimenta o ventre, mas não lhe basta, desqualifica todos os outros candidatos, sem olhar à mais elementar decência ou decoro devido ao respeito a todo e qualquer um, e, em especial, a quem se expõe ao escrutínio eleitoral dando conta das suas convicções para o bem comum da comunidade.

O seu único bem, que tenta canhestramente preservar, não é legítimo como já afirmei, pois está a ser pago por todos nós, e seguramente não deve ter qualquer função digna desse nome nos serviços da câmara, é só mais um dependente da gamela.

Tenha juízo, o fim de festa, de uma forma ou de outra, está mais próximo do que julga.
O seu vómito regular deverá ir para outras paragens. Boa viagem.

Armando Ramalho

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

MATEI AS SAUDADES QUE TINHA

Quinta-feira 8 de Outubro de 2009 pelas oito da noite, no pavilhão municipal do Bairro Olaio, a três dias da votação para as autarquias municipais, estava presente pela primeira vez numa festa de encerramento de campanha eleitoral da CDU.

Não tinha ideia de ser conhecido de tantos comunistas de Odivelas e estranhei que muitos se dignaram cumprimentar-me com expressivo prazer de me verem na sua festa de partilha e de júbilo, como nos casamentos felizes onde todos são família ou aceites como tal.

Não mudei de partido, e creio que todos o sabiam, nem tão pouco alguma vez me passou pela cabeça virar a cara a 35 anos de militância no partido socialista.

Caso o meu estimado vizinho Ilídio Ferreira entretanto, e com a ajuda dos habitantes desta terra, com sete freguesias e com dezenas de milhar de eleitores, não der à candidata a respectiva guia de marcha para outras paragens, não vou fugir a uma boa pega de caras ao bicho mau que dizem andar à solta pelas ruas de Odivelas, mais lá para a frente a pega será consumada e alguém vai sair da praça para curativos profundos.

No caso de ser um comunista a evitar-me trabalhos, fico devedor de mais um combate ganho para a democracia, a juntar ao já vasto rol em vosso favor nesta luta sem fim.

Convite aceite em boa hora, boa festa, melhor companhia, camaradas sem vergonha de o serem, alegria sincera, caras lavadas e honradas, como uma colmeia determinada em que cada um parece ocupar o seu lugar sem reserva mental ou despeito.

Uma certa felicidade estava no ar.

Obrigado Ilídio Ferreira pelo convite, tinha saudades de fazer política com
Gente Séria, solidária, onde a vida corre com normalidade natural com cada um consciente de contribuir para o bem comum.

Tive pena de não poder acompanhar a letra do vosso Hino, não seria digno nem justo se não confessasse que fiquei comovido pelo sentimento que se desprendia das vozes marteladas pela convicção e um sentir de alma bem profundo.

Matei saudades da paixão de viver a política como entendo que deve ser vivida.

Que ganhe, são os votos de um socialista que faz o que pode por Odivelas, pela democracia e pela liberdade.

Armando Ramalho


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Autárquicas ou agências de promoção imobiliária?

Ontem, fui, de fugida, a um dos palácios da cabeça de um reino que já não há, mas que ainda pensa ser capital e corte. Todos discutiam, nos seus passos perdidos, que o ministros seriam Luís ou Jaquim, devido à doença secreta do Trajano. Confirma-se que o poder continua a ser conspiração de avós, nascidos na I República, e netos, que brotaram na era dos jotas. A Eslováquia já está à nossa frente!


Gostei dos cartazes autárquicos. Estão cada vez mais parecidos com os das agências de mediação imobiliária, onde o candidato a presidente se veste de promotor da dita, para que os patos bravos continuem a instrumentalizar a política.


Abri o "mail", talvez contaminado, e notei como, por falta de tratamento de resíduos mentais, estávamos todos a ser transformados em cloacas de campanhas negras. Um candidato, agora, é dado como neto do assassino político de um presidente, só porque tem terminação homónima, embora não se importem, e bem, de certa duquesa ser descendente de um dos conspiradores do regicídio.


Como devemos ser todos descendentes de quem fundou o reino há oito séculos e mais de meio, cheguei à conclusão que o mal da endogamia nos transformou em manicómio em autogestão, onde até entregam o microfone da análise a figuras que não reparam que há mais de uma década andam todas a fazer setenta anos todos os dias.


posted by JAM | 10/07/2009 08:56:00 AM
Sobre o tempo que passa.blogspote.com

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O EMPLASTRO DE ODIVELAS?

Fim de festa Socialista da “expressiva” vitória nas Legislativas de 2009, pelas 00.32 já segunda-feira 28.9.09, a SIC esticava os directos frente ao Altís com os Ministros do Trabalho e da Saúde, as questões eram as mais pífias possível - “estão disponíveis para o próximo Governo”? – Resposta óbvia “quero é descansar, boa noite”.

O inesperado foi ver no campo de visão das câmaras de TV um grupo que tentava imitar o famoso emplastro do Porto http://www.youtube.com/watch?v=kKJSph-P-1k muito mais castiço e dedicado à causa de ser visto que qualquer alienado político.

O dito grupo parecia esperar por ser entrevistado, pois não se vislumbrava viva alma em toda a rua, mas, surpresa das surpresas, o grupo era constituído nem mais nem menos, pela senhora presidente da Câmara de Odivelas e recandidata, o seu futuro Vice (cruzes canhoto) que se afastou a dado momento, por pudor imagino, o inconfundível Presidente e também recandidato à junta da Pontinha e Família.

Seria um bom golpe publicitário com tempo extra em nossas casas, para compensar o excesso de presença na TV por motivos profissionais do candidato da coligação, mas, espanto geral, o interesse na coisa era somente acompanhar o campo de visão, pois tiveram que fazer um ajuste de movimento lateral acompanhando o enfiamento das câmaras de TV quando estas passaram do Ministro do Trabalho para a Ministra da Saúde.

Entrevista népia foi só emplastro alienado, risinhos nervosos e falta de decoro.

O desagrado do homem da SIC era bem visível pela presença de tão estranho casting.

Eu não queria acreditar, mas a realidade supera a minha imaginação.

armando.ramalho@sapo.pt
http://odivelaslivre2008.blogspot.com

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

primeiro lugar da trincheira

“Daqui a dois dias todos estarão a comentar as sucessivas vitórias de Pirro de cada um dos concorrentes. Fernando Pessoa tinha razão quando observou que em muitos casos vencer equivale a ser vencido. Porque se todos ganharem, todos seremos vencidos. Eu preferia que entrássemos num novo ciclo de clarificação. E se o povo quiser mesmo uma maioria de esquerda, julgo que se tem de respeitar a vontade de quem mais ordena. Por mim, estarei no primeiro lugar da trincheira e continuarei frontalmente do contra, mas jamais votarei útil. Votarei em quem contratualizar a gestão da minha carteira pessoal. Isto é, no menos corrupto.”

Blogue de Adelino Maltez
http://tempoquepassa.blogspot.com/

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dez conselhos para homens livres

….”Porque todos querem flutuar como rolhas, nas ondas do pensamento dominante.

10 Não precisamos de menos Estado. Precisamos de mais república, de mais comunidade, de uma democracia que não se volte contra o povo e que as autarquias locais e regionais não sejam direcções-gerais ou governos civis. O máximo de público sempre foi o contrato das horizontalidades. O que vem de baixo para cima. E de dentro para fora. Contra a hipocrisia inquisitorial que nos transforma em mentira generalizada, com mais cobardes do que corajosos. Dos que são antes de quebrar que torcer, porque vivem como pensam”.

http://tempoquepassa.blogspot.com/

posted by JAM | 9/18/2009 10:07:00 AM

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O ESTADO DA NAÇÃO

Fonte: INE, Estatísticas do Emprego - 1º Trimestre de 2009 –

No 1º Trimestre de 2009, 1.577.100 trabalhadores por conta de outrem, ou seja, 40,6% do total recebia um salário líquido inferior a 600 euros por mês. Apenas 483,1 mil, ou seja, somente 12,4% do total, tinham um salário líquido mensal superior a 1.200 euros por mês.

Os que recebiam mais de 1.800 euros por mês eram apenas 3,8% do total.

É a estes trabalhadores, em que 67 em cada 100 recebe menos de 900 euros por mês que se pretende congelar ou reduzir mesmo os salários com o pretexto de que isso é necessário para enfrentar a crise actual.

Vítor Constâncio, uma personalidade que não se tem caracterizado por defender os interesses dos trabalhadores portugueses; muito pelo contrário, já veio dizer que isso só agravaria a crise. Efectivamente, numa crise como a actual em que a quebra na procura constitui a causa principal, a redução dos salários só a agravaria, na medida que determinaria uma maior quebra na procura e a subida acentuada do incumprimento nos pagamentos.

Assim, segundo o INE (Quadro I), no 1º Trimestre de 2009, 1.577.100 trabalhadores por conta de outrem, ou seja, 40,6% do total de trabalhadores tinham um salário liquido inferior a 600 euros por mês.

Apenas 483,1 mil, ou seja, 12,4% do total, recebiam um salário líquido mensal superior a 1.200 euros por mês. Os que recebiam mais de 1.800 euros por mês eram apenas 3,8% do total.

QUADRO I – Repartição dos trabalhadores por conta de outrem em Portugal em número e em %
por escalões de rendimento salarial mensal liquido – 1º Trimestre de 2009

DESIGNAÇÃO

PORTUGAL

Trabalhadores por conta de outrem – Mil

3884,5

% Total

Escalão de rendimento salarial:

Mil


Menos de 310 euros

147,8

3,8%

De 310 a menos de 600 euros

1 429,3

36,8%

De 600 a menos de 900 euros

1 027,8

26,5%

De 900 a menos de 1 200 euros

400,4

10,3%

De 1 200 a menos de 1 800 euros

335,4

8,6%

De 1 800 a menos de 2 500 euros

101,4

2,6%

De 2 500 a menos de 3 000 euros

23,0

0,6%

3 000 euros e mais euros

23,3

0,6%

NS/NR

396,0

10,2%

Até 600 euros

1577,1

40,6%

Até 900 euros

2604,9

67,1%

Até 1200 euros

3005,3

77,4%



COMO VEREMOS BREVEMENTE O POVO PORTUGUÊS É SOBERANO. SERÁ?