domingo, 16 de março de 2008

SÓ VISTO, CONTADO NINGUÉM ACREDITA


A juntar ao ambiente político nacional (ver o país

suspenso pelas ideias do líder do PSD ao nível das

quotas) temos o burlesco de um (vários) convite à Presidente

da Junta de Odivelas, ex-PS para uma viagem à ”manife” no Porto.

Amor com amor se paga. Convite aceite, chamada pelo móvel a marcar

lugar na camioneta posta à disposição dos socialistas de Odivelas.

Aos entupidos e aturdidos ouvidos do primeiro interlocutor seguiu-se

uma lamentável recusa (transmitida pelo organizador de serviço)

por não haver lugares disponíveis.

UM partido aos papéis e uma mulher de pêlo na venta.

Devia ser bonito de se ver o “ar da malta” no Lisboa-Porto-Lisboa.

Foi pena, quem não “os” teve no sítio, foi quem convidou.

sexta-feira, 14 de março de 2008

CASA ROUBADA TRANCAS NA PORTA

A PEDIDO DE "VÁRIAS FAMÍLIAS" PUBLICO O MEU CONVITE À PARTICIPAÇÃO.


Caro e Cara Camarada,

Seleccionei o seu nome de entre uma lista com cerca de 2000 inscritos na Concelhia de Odivelas do Partido, pelo seu perfil de idade, profissão e residência, convicto de que é sincera a sua vontade de continuar militante socialista, intervindo e participando nas decisões colectivas.

Convido-o a preencher a sua declaração de candidatura à CPCO que junto lhe envio, e desde já assumo o compromisso que será integralmente cumprido de que: os lugares na lista serão sorteados entre todos os presentes que se dignarem candidatar-se, em reunião especialmente convocada para essa formalidade.

O método de eleição da CP é um sistema proporcional: se tivermos (X) votos, elegeremos o nº correspondente de lugares. Se os nossos camaradas nos delegarem essa responsabilidade, voltaremos a ter uma CP onde as decisões serão colectivas e não a emanação da vontade de uma, ou duas cabeças que se considerem iluminadas.

Quem conhece a dura realidade de uma vida de trabalho, sabe que é humanamente impossível estar em todo o lado ao mesmo tempo. São tiques doutros tempos querer tudo e todos dominar, como diriam os nossos avós, “quem muitos burros toca algum fica para trás”, somos um PARTIDO SOCIALISTA, e não uma seita de partilha das benesses do exercício do poder.

Ser um bom Presidente de Câmara não é tarefa fácil, ser simultaneamente Presidente da CP, só poderá ser entendido como uma ambição desmedida e não consentir um controlo democrático.

As eleições são no próximo dia 7 Março (sexta-feira) nas secções de residência, as candidaturas terão que ser entregues até ao dia 26 Fevereiro (terça-feira), na FAUL. A nossa reunião de ordenação da lista será uns dias antes (convocatória será enviada).

Está nas suas mãos o futuro próximos da escolha dos nossos autarcas, quer nas Juntas, quer na Câmara, nas empresas municipais e mesmo nas diversas eleições internas. Se nada fizer, é o mesmo que dizer que os cargos de eleição são vitalícios.

Coloque a sua Declaração de Candidatura no envelope junto, e envie o mais rápido possível, afim de não termos problemas desnecessários com os inevitáveis atrasos que sempre ocorrem.

Por uma vida com LIBERDADE E RIGOR.

Ramalho dos Santos

Militante Nº 5097

ELEIÇÕES INTERNAS A PREÇO DE OURO

Exmos. Senhores

Comissão Técnica de Eleições da FAUL

Secretário Federativo

para a Organização da FAUL

Presidente da Comissão

Caro Camarada João Serrano

Odivelas, 11 de Março de 2008

Assunto: Eleição da Comissão Política Concelhia de Odivelas

Pagamento de quotas a militantes

Armando Fernando Ramalho dos Santos, militante n.º 5097 de 1 de Junho de 1975, vem apresentar a esta Comissão dúvidas quanto à correcta observância dos Estatutos do Partido, do Regulamento para a Eleição das Comissões Políticas Concelhias da Federação Área Urbana de Lisboa e do Regulamento de Quotas do Partido Socialista.

Cabe à Comissão clarificar o modo de pagamento de quotas e se algo de menos legítimo ocorreu no processo eleitoral para a Comissão Política Concelhia, no que diz respeito, concretamente, aos militantes da Concelhia de Odivelas.

O bom-nome dos militantes do Concelho está em causa e, caso se não tenha observado o rigoroso cumprimento do que está regulado, é meu dever de militante impugnar as referidas eleições.

Consta na esfera política local, que um elevado montante foi entregue ao Partido para liquidar um elevado número de quotas de militantes com atrasos superiores ao legalmente permitido. Comenta-se que foram pagas quotas de mais de dois (2) anos de atraso.

Um profundo mal-estar está instalado na comunidade, com custos de imagem para o Partido, sendo os seus militantes honestos desacreditados injustamente.

Publiquei nos jornais locais e em devido tempo que, sendo candidato às respectivas eleições, não pagaria quotas de ninguém e que considerava indignas tais práticas.

Assim Camaradas, aguardo a cabal prova que tais procedimentos não são verdadeiros e, consequentemente, que os resultados da respectiva eleição são legítimos.

Politicamente, além deste facto, há matéria mais do que relevante para que qualquer militante sério se indigne, é o meu caso.

Com os meus cumprimentos.

Ramalho dos Santos

sábado, 8 de março de 2008

ALGUÉM DEVE MUDAR DE VIDA

Não será admissível que não se tirem conclusões políticas deste desaire do poder em funções e se apontem os responsáveis por este descalabro e descrédito público das nossas instituições políticas. Uma lista apoiada pùblicamente e veementemente veiculada como sendo a única que representa o espírito do “rumo certo” político da presidente da câmara e da comissão política concelhia. Uma lista em que se alinham os pesos pesados em funções, a saber: o Vice-presidente da câmara, a vereadora da cultura da mesma câmara, o gestor único das empresas municipais, o ex-poderoso homem forte do desenvolvimento urbanístico de Odivelas, dirigentes associativos de relevo etc.. Todos vencidos por ex-jotas, que segundo algumas iluminárias eram controláveis, pois eram “dependentes económicos” dos lugares “oferecidos” por quem tudo pode, melhor dito podia. Vamos aguardar. Retaliações seriam de um profundo mau gosto, vindo de quem não pode em caso algum afirmar uma legitimidade política partidária incontestável.

O PODER DO DINHEIRO NAS ELEIÇÕES

No passado sábado, no expresso, José Seguro aborda este tema. Nestas eleições internas o poder vigente em Odivelas acordou tarde para a questão. Com a incompetência em cultura partidária habitual, sempre entretidos em pequenas e pouco dignas tramas politiqueiras, foi o pânico geral, não só tinham uma candidatura adversa como seria uma desonra ter um fraco nível de votação. Consta que a solução foi colocar dinheiro na resolução do problema, vários rumores afirmam que há pessoas disposta a dar testemunho de aliciamento nesse sentido. Com uma abstenção a rondar os 70% e acreditando não existir água benta na história, é permitida a seguinte reflexão. Votaram perto de 670 inscritos nos cadernos. Se o maior número destes não pagava quotas desde o segundo semestre de 2006 - data das últimas eleições internas – temos em valores redondos 600 x (2 euros x 18 meses) = 21.600 euros. Bonita maquia.

Consta à boca pequena entre os militantes normalmente credíveis que um valor aproximado foi apresentado nos serviços do partido. É a este último que se deve pedir esclarecimentos. Os estatutos são claros nesta matéria, o pagamento deve ser estritamente pessoal e individualizado. Se assim não foi, há motivo suficiente para a anulação das eleições. Estaremos perante uma violação grave dos estatutos. A credibilidade política do partido está em causa.

O TABU DA LISTA PARA A CPCO

A lista ordenada por importância política de 1 a 55 e outra igual de suplentes com os respectivos nomes foi retida e mantida secreta dos militantes de Odivelas por que razão? É uma evidente manobra de chicos espertos e uma tremenda falta de respeito democrático: entregue na Federação no passado dia 26 de Fev. levou cerca de 10 dias a ser conhecida e só esteve exposta na hora das eleições. Objectivos a atingir são vários: o mais significativo é o do possível desconforto de alguns pela posição relativa em que foram colocados. Normalmente em listas únicas o método é uma ordenação alfabética, só a vaidade de alguns não deve ter permitido que assim fosse. A dissimulação visava evitar algum descontentamento militante que se transformasse e alastrasse em abandonos prematuros e massivos.

O CORDEIRO DA PÁSCOA

O Vice-presidente da câmara Sérgio Paiva, foi ao sacrifício de umas eleições internas que sempre considerei perdidas de avanço, por imperativo da presidente que não tinha alternativa credível.

Uma vez mais tentou embrulhar na segunda posição a “iminência parda” Mário Máximo à boleia de um número de velhas glórias com credibilidade e passado na concelhia.

A lição a tirar deste acto falhado é de que foram avisados “de que quem tem castanhas no lume é que deve cuidar delas”.