sexta-feira, 21 de maio de 2010

monopólio da inteligência pátria



Entre academias do bacalhau e dos pastéis de nata, nunca tantas foram as mesas de comensais e os estreitos círculos de comadres e compadres que, a si mesmos, se consideram como detentores do monopólio da inteligência pátria, a tal que eles reduzem à comenda e à honraria de lata...

Nunca tão poucos acumularam tantos altares, para nos comerem a papa, violando as massas com a vaidade e a inveja que os guindaram a papadores. Mas um país intelectualmente unânime numa reverência feudal já não será país, continuará gado engordado a caminho do talho da história...

Entre os presidentes de junta em funções, que dão nome a estádio, conselhos superiores que fazem estátutas, toponímia, comendas e quadros a óleo, a decadência pensa que se perpetua neste barroco dos papa-reformas e tachos, acumulando em vida, aquilo que que a lei da história nem em notas de pé-de-página registará. Aqui, Roma paga aos traidores!

Às vezes, o escorpião acaba por morrer com o seu próprio veneno...

posted by JAM

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sábado, 15 de maio de 2010

“Peço Justiça”.

“Peço Justiça”. É com esta figura que se retrata como indigno e inútil o papel dos jovens advogados em oficiosas. É uma farsa de defesa, é certo, praticada por uns, aceite e consentida, e à vista de todos.

Como é possível uma sociedade que se pretende do primeiro mundo ter-se degradado a um nível tão miserável, que não respeita os mais desprotegidos da sociedade por debilidade económica e social. O conhecimento generalizado desta situação é agravado pela indiferença do responsável em primeira linha incumbido de contrariar que tais situações se perpetuem: o Estado. Mas este age da pior forma possível, permitir que se cometa uma injustiça é mais grave do que não fazer justiça, como ensina Cícero.

Citando-o, também afirmava - o homem, porque é dotado de razão pela qual compreende a relação de causa e consequência e pode estabelecer analogias, ligando e associando o presente e o futuro, compreende facilmente o curso de toda a vida, fazendo os preparativos necessários para a sua conduta. A grandeza de alma resulta de um espírito, pela natureza bem formado, não desejando submeter-se a ninguém, excepto àquele que estabelece as normas de conduta, ou é o mestre da verdade, ou que para o bem comum governa segundo a lei e a justiça.

É a partir destes dois elementos que se forja e se molda a honestidade.

Não há grandes mestres vivos, é certo, estão contudo perto de nós e disponíveis a ajudar, encontram-se em qualquer biblioteca, é com eles que podemos compreender o que fazer perante uma ideia pouco clara ou incompreensível, segundo a teoria do método de Descartes, devemos duvidar sempre em tais circunstâncias. Depois é só seguir o Mestre, verificar as evidências, analisar as unidades mais simples, agrupar as unidades estudadas num conjunto coerente e elaborar as conjecturas.

Assim como sábias são as suas palavras quando afirma que os homens são capazes dos maiores vícios e das mais nobres virtudes, e que aqueles que andam mais devagar podem chegar mais longe se seguirem sempre um direito caminho do que aqueles que correm e se desviam desse propósito.

Acredito vivamente na necessidade de mudança, prevenir e aprender com os melhores, preparar o embate do futuro, não devemos permitir que nos coloquem numa situação sem saída.

Seguramente em tal situação só nos restaria a humilhação de “pedir clemência”.

sábado, 10 de abril de 2010

Caro camarada (desconhecido)

Creio que os teus serviços, de guarda-mor do socretismo, ou o que lhe queiras chamar, estão dispensados por manifestamente serem desnecessários, mas nunca por incompetência tua como é óbvio.

Temos uma DIREITA muito mais capaz do que muitos pensam. Observa com calma, não te zangues.

A classificação política de Estado liberal ou social só deve servir aos "parvinhos" cá do burgo, o que é isto (sistema de governo) na realidade?

Como num sistema político comunista clássico, o povo está domesticado, (no Estado Novo já se tinha chegado aos mesmos resultados, só com mais violência física sobre as pessoas).

Esta nossa Direita tem um "Estado por natureza perfeito", faltava substituir (para arejar)
os rapazes que se querem também "abotoar um pouco" pois bem. Les voilá.

Resultado, o sistema comunista controla as massas sindicalizáveis via (UGT e CGTP), e não pode estar mais de acordo com a super centralização (solução comunista) da vida económica via "Caixa & outros Lda.". É só esperar que isto caia de maduro, o serviço está feito.

Entretanto vão fazendo como aquele grego que chegou a ser tão rico que meteu na cama a mulher do histórico Kennedy, quando lhe nacionalizaram os bens não tinha nada a não ser dívidas no seu país, cópia fiel desta direita nacional. Ver noticia dos jornais, a dez marmanjos o BCP empresta 20.000 milhões. A Caixa idem.

Isto vai longo meu caro, tens muita razão, com ovos destes a ninhada não será grande coisa. Veremos. Será o idiota útil que vai pagar por todos? É pena para o inocente.





domingo, 14 de março de 2010

Ora bolas para o comboio dos duros.

Uma possível “fera” do comboio dos duros, Manuel Varges de seu nome, está em parte incerta?

Ou deve ser dado como ausente sem representante legal?

Ou podemos concluir que o ausente vai regressar e dar notícia.

Ou declara a ausência como definitiva, com o devido esclarecimento pelo respeito que é devido em quem criou legítimas expectativas, na sua esclarecida e muito “vivida” opinião.

Nem tudo são más notícias, um “Duro” de roer (ex-vereador do PSD e actualmente creio que presta serviço no Palácio) deu à “luz” uma excelente prosa em defesa de sua “dama”.

Bravo, justifica a “alcofa” onde se aninha e justifica a prebenda da “situação”.

Ou começa aqui a desancar os ex-lideres alheios por lhe faltar “peitaça” para se atacar aos seus ex-lideres.

São grandes, que se amanhem. O “duro” Vitor não é homem para se ficar, e eu sei o que muitos sabem mas não dizem.

Não há nada como sacudir o ninho das vespas, o povo só pode ganhar.

Ficava tudo muito mais claro.

O enigma que está encerrado no título da peça é estranho, o que quererá dizer “Um Duro num (COM)bóio”? "Peixoto amigo", explica ou pede esclarecimentos, nós merecemos.

Quem não se sente ….

sexta-feira, 5 de março de 2010

“o comboio dos duros” III

aqui


Pela ordem anunciada, “o comboio dos duros” devia trazer o ex-presidente Manuel Varges, mas quem nos chega é o ex-vice-presidente do mandato anterior Vítor Peixoto.

O duro de serviço até não está nada mal, sem ofensa para ninguém e só em honra do tema tratado, adiro a imagem taurina do presidente da PT quando afirmou que se sentiu “corneado” na trapalhada da TVI.

Vitor Peixoto espeta várias “bandarilhas”, com estilo e garbo, como é dito no meio taurino, as primeiras ficaram bem cravadas no lombo do primeiro da noite. Rematou com galhardia numa estupenda pega de caras citando a meia praça.

Na segunda lide as coisas saíram mais negras e complicadas, seguramente por ter pela frente não um negro já “corrido” mais uma nuvem escura e sem contorno definido, estranha e manhosa.

Com muitas questões e interrogações se defronta o nosso duro para cravar os “ferros”, o “objecto” é estranho e arrima-se às tábuas, é uma lide desigual, Peixoto quer a peleja às claras, mas não há nada a fazer, a “mancha” esta a coberto e “aconchegada” ao director da “corrida”.

Esta “corrida” ainda não ficou resolvida, garanto que a próxima promete, era bom que a “praça” estivesse composta e um dia de sol. Certo, certo. É de que não vão faltar “negros” com fartura, o “paiol” das bandarilhas pela amostra deve estar a deitar por fora, veremos se os “ferros” serão só curtos ou se também há compridos.


O ZORRO

Odivelas, 26 de Fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

Os Aparatchiques de José Sócrates

O Partido Socialista é hoje constituído por, pelos menos, quatro diferentes grupos de militantes. Em primeiro lugar a grande massa de inscritos, que são essencialmente os fãs do PS, como serão de qualquer clube de futebol ou associação de cultura e recreio, isto é, não são verdadeiramente activos, até porque já não há militância no partido, tudo é feito por profissionais e raramente são chamados a fazer seja o que for, ou a dar a sua opinião. Seguidamente, há aqueles que tendo cultura e passado político credíveis, estão no partido pelas posições, empregos e influência que o partido lhes dá, apoiando o chefe por necessidade e não por convicção. Segue-se o pequeno grupo que manda no partido, a “click” dirigente, constituída por militantes com bastante habilidade política, profundo conhecimento do partido e uma grande ambição pelo poder e pelas mordomias que o poder confere, podendo ou não ter enriquecido durante a permanência nos lugares por onde passaram, ou depois, aproveitando as relações criadas; usualmente, estão ligados a empresas ou a grupos económicos, públicos ou privados. Finalmente, há os “aparatchiques”, grupo constituído por ex-funcionários, alguns autarcas e muitos jovens saídos da JS, sem grandes escrúpulos e sem preparação política ou humana digna de relevo e que existem para servir o chefe, sem grande critério ou princípios, mas com uma devoção cega, certos que estão de receber a devida compensação. Existe ainda uma outra categoria de socialistas, os críticos da direcção do partido, usualmente com passado e cultura política, mas desiludidos ao ponto de já não serem verdadeiramente militantes. De alguma forma muitos já estão fora do Partido, ainda que alguns tentem em certos momentos fazer ouvir a sua voz, quase sempre na defesa de princípios, ou com base em preocupações devidas à precária situação económica e social do País.
As trapalhadas que têm envolvido José Sócrates desde o início da sua ascensão política – Cova da Beira, curso de engenharia, aquisição de casa, Freeport, Face Oculta, comunicação social e caso Figo – foram tornadas possíveis devido ao sentimento de impunidade do chefe, facilitado pela fidelidade de alguns destes grupos e da passividade de outros. Parece impossível que isso aconteça e logo num partido com a tradição democrática do PS, mas de facto os socialistas puseram a detenção do poder e as mordomias que o poder lhes dá, acima de todas as outras considerações, éticas, nacionais e cívicas. Na grande generalidade optaram por olhar para o lado, por negar a realidade visível, as coincidências sistemáticas e a dimensão dos problemas criados ao País, arranjando as desculpas mais esfarrapadas para justificar o que se tem passado, ou simplesmente para não ver. Mesmo quando confrontados com os resultados desastrosos da política económico do Governo, encontram na crise internacional o álibi necessário para justificar o desastre, sobrevalorizando cegamente o que foi bem feito, sem qualquer esforço de organização, sistematização ou rigor.
Ultimamente, muitos destes socialistas optaram, sem grande pudor ou sentido de responsabilidade politica, por inventar uma central de perseguição a José Sócrates, que não nomeiam, mas que serve bem o objectivo de não terem de enfrentar, ou de explicar aos portugueses, os diálogos gravados nas escutas, ou os documentos publicados. Aparentemente, nunca lhes passou pela cabeça que, apesar do esforço de desinformação levado a cabo, a realidade completa possa vir ao de cima, enterrando o partido no descrédito e na vergonha. Quando a única forma de defender o PS, o seu passado e o seu futuro, seria a desautorização e condenação daqueles que envolveram o partido em práticas ilegais, ou ética e politicamente inaceitáveis. Em vez disso, os militantes com maior visibilidade pública, entraram pela via da negação irracional e do “manobrismo” político mais repugnante, como ainda agora se viu na reunião da Comissão Nacional. Sem cuidar de explicar aos militantes o que realmente se passou, encurralaram-se na negação das responsabilidades políticas e usaram a pretensa defesa das instituições judiciais, que antes condenavam, sem cuidar de saber se isso pode acelerar o percurso da justiça portuguesa para o descrédito e para a irrelevância.
22-02-2010
Henrique Neto