sábado, 10 de abril de 2010

Caro camarada (desconhecido)

Creio que os teus serviços, de guarda-mor do socretismo, ou o que lhe queiras chamar, estão dispensados por manifestamente serem desnecessários, mas nunca por incompetência tua como é óbvio.

Temos uma DIREITA muito mais capaz do que muitos pensam. Observa com calma, não te zangues.

A classificação política de Estado liberal ou social só deve servir aos "parvinhos" cá do burgo, o que é isto (sistema de governo) na realidade?

Como num sistema político comunista clássico, o povo está domesticado, (no Estado Novo já se tinha chegado aos mesmos resultados, só com mais violência física sobre as pessoas).

Esta nossa Direita tem um "Estado por natureza perfeito", faltava substituir (para arejar)
os rapazes que se querem também "abotoar um pouco" pois bem. Les voilá.

Resultado, o sistema comunista controla as massas sindicalizáveis via (UGT e CGTP), e não pode estar mais de acordo com a super centralização (solução comunista) da vida económica via "Caixa & outros Lda.". É só esperar que isto caia de maduro, o serviço está feito.

Entretanto vão fazendo como aquele grego que chegou a ser tão rico que meteu na cama a mulher do histórico Kennedy, quando lhe nacionalizaram os bens não tinha nada a não ser dívidas no seu país, cópia fiel desta direita nacional. Ver noticia dos jornais, a dez marmanjos o BCP empresta 20.000 milhões. A Caixa idem.

Isto vai longo meu caro, tens muita razão, com ovos destes a ninhada não será grande coisa. Veremos. Será o idiota útil que vai pagar por todos? É pena para o inocente.





domingo, 14 de março de 2010

Ora bolas para o comboio dos duros.

Uma possível “fera” do comboio dos duros, Manuel Varges de seu nome, está em parte incerta?

Ou deve ser dado como ausente sem representante legal?

Ou podemos concluir que o ausente vai regressar e dar notícia.

Ou declara a ausência como definitiva, com o devido esclarecimento pelo respeito que é devido em quem criou legítimas expectativas, na sua esclarecida e muito “vivida” opinião.

Nem tudo são más notícias, um “Duro” de roer (ex-vereador do PSD e actualmente creio que presta serviço no Palácio) deu à “luz” uma excelente prosa em defesa de sua “dama”.

Bravo, justifica a “alcofa” onde se aninha e justifica a prebenda da “situação”.

Ou começa aqui a desancar os ex-lideres alheios por lhe faltar “peitaça” para se atacar aos seus ex-lideres.

São grandes, que se amanhem. O “duro” Vitor não é homem para se ficar, e eu sei o que muitos sabem mas não dizem.

Não há nada como sacudir o ninho das vespas, o povo só pode ganhar.

Ficava tudo muito mais claro.

O enigma que está encerrado no título da peça é estranho, o que quererá dizer “Um Duro num (COM)bóio”? "Peixoto amigo", explica ou pede esclarecimentos, nós merecemos.

Quem não se sente ….

sexta-feira, 5 de março de 2010

“o comboio dos duros” III

aqui


Pela ordem anunciada, “o comboio dos duros” devia trazer o ex-presidente Manuel Varges, mas quem nos chega é o ex-vice-presidente do mandato anterior Vítor Peixoto.

O duro de serviço até não está nada mal, sem ofensa para ninguém e só em honra do tema tratado, adiro a imagem taurina do presidente da PT quando afirmou que se sentiu “corneado” na trapalhada da TVI.

Vitor Peixoto espeta várias “bandarilhas”, com estilo e garbo, como é dito no meio taurino, as primeiras ficaram bem cravadas no lombo do primeiro da noite. Rematou com galhardia numa estupenda pega de caras citando a meia praça.

Na segunda lide as coisas saíram mais negras e complicadas, seguramente por ter pela frente não um negro já “corrido” mais uma nuvem escura e sem contorno definido, estranha e manhosa.

Com muitas questões e interrogações se defronta o nosso duro para cravar os “ferros”, o “objecto” é estranho e arrima-se às tábuas, é uma lide desigual, Peixoto quer a peleja às claras, mas não há nada a fazer, a “mancha” esta a coberto e “aconchegada” ao director da “corrida”.

Esta “corrida” ainda não ficou resolvida, garanto que a próxima promete, era bom que a “praça” estivesse composta e um dia de sol. Certo, certo. É de que não vão faltar “negros” com fartura, o “paiol” das bandarilhas pela amostra deve estar a deitar por fora, veremos se os “ferros” serão só curtos ou se também há compridos.


O ZORRO

Odivelas, 26 de Fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

Os Aparatchiques de José Sócrates

O Partido Socialista é hoje constituído por, pelos menos, quatro diferentes grupos de militantes. Em primeiro lugar a grande massa de inscritos, que são essencialmente os fãs do PS, como serão de qualquer clube de futebol ou associação de cultura e recreio, isto é, não são verdadeiramente activos, até porque já não há militância no partido, tudo é feito por profissionais e raramente são chamados a fazer seja o que for, ou a dar a sua opinião. Seguidamente, há aqueles que tendo cultura e passado político credíveis, estão no partido pelas posições, empregos e influência que o partido lhes dá, apoiando o chefe por necessidade e não por convicção. Segue-se o pequeno grupo que manda no partido, a “click” dirigente, constituída por militantes com bastante habilidade política, profundo conhecimento do partido e uma grande ambição pelo poder e pelas mordomias que o poder confere, podendo ou não ter enriquecido durante a permanência nos lugares por onde passaram, ou depois, aproveitando as relações criadas; usualmente, estão ligados a empresas ou a grupos económicos, públicos ou privados. Finalmente, há os “aparatchiques”, grupo constituído por ex-funcionários, alguns autarcas e muitos jovens saídos da JS, sem grandes escrúpulos e sem preparação política ou humana digna de relevo e que existem para servir o chefe, sem grande critério ou princípios, mas com uma devoção cega, certos que estão de receber a devida compensação. Existe ainda uma outra categoria de socialistas, os críticos da direcção do partido, usualmente com passado e cultura política, mas desiludidos ao ponto de já não serem verdadeiramente militantes. De alguma forma muitos já estão fora do Partido, ainda que alguns tentem em certos momentos fazer ouvir a sua voz, quase sempre na defesa de princípios, ou com base em preocupações devidas à precária situação económica e social do País.
As trapalhadas que têm envolvido José Sócrates desde o início da sua ascensão política – Cova da Beira, curso de engenharia, aquisição de casa, Freeport, Face Oculta, comunicação social e caso Figo – foram tornadas possíveis devido ao sentimento de impunidade do chefe, facilitado pela fidelidade de alguns destes grupos e da passividade de outros. Parece impossível que isso aconteça e logo num partido com a tradição democrática do PS, mas de facto os socialistas puseram a detenção do poder e as mordomias que o poder lhes dá, acima de todas as outras considerações, éticas, nacionais e cívicas. Na grande generalidade optaram por olhar para o lado, por negar a realidade visível, as coincidências sistemáticas e a dimensão dos problemas criados ao País, arranjando as desculpas mais esfarrapadas para justificar o que se tem passado, ou simplesmente para não ver. Mesmo quando confrontados com os resultados desastrosos da política económico do Governo, encontram na crise internacional o álibi necessário para justificar o desastre, sobrevalorizando cegamente o que foi bem feito, sem qualquer esforço de organização, sistematização ou rigor.
Ultimamente, muitos destes socialistas optaram, sem grande pudor ou sentido de responsabilidade politica, por inventar uma central de perseguição a José Sócrates, que não nomeiam, mas que serve bem o objectivo de não terem de enfrentar, ou de explicar aos portugueses, os diálogos gravados nas escutas, ou os documentos publicados. Aparentemente, nunca lhes passou pela cabeça que, apesar do esforço de desinformação levado a cabo, a realidade completa possa vir ao de cima, enterrando o partido no descrédito e na vergonha. Quando a única forma de defender o PS, o seu passado e o seu futuro, seria a desautorização e condenação daqueles que envolveram o partido em práticas ilegais, ou ética e politicamente inaceitáveis. Em vez disso, os militantes com maior visibilidade pública, entraram pela via da negação irracional e do “manobrismo” político mais repugnante, como ainda agora se viu na reunião da Comissão Nacional. Sem cuidar de explicar aos militantes o que realmente se passou, encurralaram-se na negação das responsabilidades políticas e usaram a pretensa defesa das instituições judiciais, que antes condenavam, sem cuidar de saber se isso pode acelerar o percurso da justiça portuguesa para o descrédito e para a irrelevância.
22-02-2010
Henrique Neto

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

I. José Sócrates arruinou aquilo que restava da III República

I. José Sócrates arruinou aquilo que restava da III República. Hoje, vivemos num regime onde a mentira passou a ser a normalidade. José Sócrates vai cair. Amanhã ou para o ano, mas vai cair. Portanto, a tarefa principal começa a ser a refundação de um regime político que está completamente de rastos. O período pós-Sócrates tem de ser o período da refundação, da Regeneração.

II. E a tarefa da refundação deve começar por aqui: temos de acabar com a promiscuidade entre política e negócios. É preciso acabar com as golden share (na PT, na Galp, etc.). É preciso acabar com este capitalismo chico-esperto, que junta o pior do socialismo com o pior do capitalismo chinês. As golden share não protegem os interesses nacionais. Protegem, isso sim, os interesses dos comissários políticos (do PS e do PSD). Depois, temos de privatizar as empresas que ainda estão no Estado. Para terminar, faço uma pergunta: para que servem as tais "empresas municipais"?

III. A questão é muito simples: se queremos diminuir a intensidade da corrupção, então, temos de privatizar essas empresas públicas ou semi-públicas, as esquinas onde os corruptos gostam de cochichar. E, como se vê, estas privatizações não devem obedecer a critérios económicos, mas sim a critérios de ética política: sem estas empresas no rol do Estado, os senhores dos partidos ficam sem os lugares onde é possível meter a política e os negócios na mesma cama.

IV. E há mais para fazer .

O regime morreu. A III República portuguesa está morta. Ainda ninguém levantou o corpo, porque as certidões de óbito - em política - demoram a chegar. E, neste caso, estamos a falar de três certidões, ou seja, vivemos num regime que morreu três vezes.

A primeira morte é económica. O modelo socialista/social-democrata/democrata-cristão, centrado na caridade do Estado e na subalternização do indivíduo, está falido, e brinda-nos com recessões de quatro em quatro anos. Basta ler "O Dever da Verdade" (Dom Quixote), de Medina Carreira e Ricardo Costa, para percebermos que o nosso Estado é, na verdade, a nossa forca. Através das prestações sociais e das despesas com pessoal, o Estado consome aquilo que a sociedade produz. Estas despesas, alimentadas pela teatralidade dos 'direitos adquiridos', estão a afundar Portugal. Eu sei que esta verdade é um sapo ideológico que a maioria dos portugueses recusa engolir. Mas, mais cedo ou mais tarde, o país vai perceber que os 'direitos adquiridos' constituem um terço dos pregos do caixão da III República.

A segunda morte é institucional. Como já aqui escrevi várias vezes, Portugal não tem um regime político com freios e contrapesos. O partido da maioria, seja ele qual for, controla todas as instituições do regime; vivemos numa espécie de 'ditadura conjuntural' do partido da maioria. Por outro lado, Portugal é um Estado de direito falhado: a nossa Justiça é um embaraço confrangedor. A geração que está no poder construiu a democracia. Cabe à minha geração edificar o Estado de direito.

A terceira morte é partidária. O nosso sistema partidário tem a vitalidade de um
DE UM ZOMBIE pois não responde às necessidades da sociedade. Porquê? Ora, porque os partidos portugueses representam os interesses do Estado e não os interesses da sociedade. Portugal precisa de reformas que emagreçam o Estado, mas os partidos são os primeiros a recusar essas reformas. É natural: o emagrecimento do Estado significaria o fim de milhares e milhares de empregos para os BOYS.
.
A necessária dieta estatal passaria, por exemplo, pela reforma do mapa autárquico. A actual arquitectura do poder local assenta em pilares arcaicos. Em 2009, é simplesmente ridículo vermos o país dividido em 4251 freguesias e 308 municípios. Como é que um país tão pequeno está esquartejado desta forma? Esta situação chega a ser caricata, mas os partidos nunca executarão mudanças no mapa autárquico. É fácil perceber porquê: com menos câmaras e freguesias, as matilhas de caciques seriam obrigadas a sair do quentinho partidário e a procurar trabalho no frio da vida real. Enfim, a III República está bloqueada. Os actores que deveriam ser as alavancas legítimas das reformas - os partidos - são os primeiros a dizer 'não' às ditas reformas.

Para esconder as três mortes do regime, os partidos inventaram um mecanismo de defesa: o folclore fracturante. A actual conversa sobre o casamento GAY é só mais uma forma de adiar a chegada do médico legista da III República, o regime que morreu três vezes.

IN EXPRESSO HENRIQUE RAPOSO

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Carta Aberta a José Sócrates

Caro Camarada
Secretário-geral do Partido Socialista
Lisboa, Fevereiro de 2010



Os Líderes em política são forjados nas contingências. Os tempos que se avizinham não permitem estados de alma, porque ou se constrói uma alternativa onde democraticamente a vontade colectiva impere, ou se abdica, confundindo-a com aquela aparente vontade de todos, onde apenas se confrontam os apetites dos interesses egoístas, mesmo abrindo um possível caminho para a aventura de eventuais cesarismos autoritários reforçados e legitimados em eleições, pelo qual seremos também julgados.

Se há um buraco de fechadura este deve ser bem largo na medida justa dos anos que levo a clamar para que haja decoro à verdadeira medida dos homens do Estado-Razão e não de mera razão de Estado de triste memória.
Vejamos o que tentei dizer-te há mais de dois anos, o mal já estava feito e pouco importa agora saber até que ponto és vitima, o PAÍS dos homens concretos já não te suporta nem ao sectarismo que ronda e de que deixaste rodear-te, a culpa é unicamente tua? Sim, só eu e milhões de portugueses não sabiam nem sabemos até onde queremos levar este povo. Veladamente se afirma o que eu já antevera, na altura era um aviso que pretendia dramático, hoje creio seriamente que é uma questão de tempo. Vais acabar mal, é mais do que certo, não sabemos até onde podes arrastar contigo a própria pátria. Basta, não queiras ficar como o único e último aprendiz de feiticeiro que a liberdade de Abril gerou.
Estávamos então na última semana do mês de Novembro de 2008, a maioria socialista aprovou o orçamento do Estado para 2009.
Foi o terceiro orçamento aprovado somente pela maioria socialista, repetindo-se o cenário dos últimos três anos, com a oposição unida no voto de rejeição.
Possivelmente, em tempos normais de pluralismo democrático, não existiria dramatismo algum por tal circunstância, mas, dado que o país e o mundo se deparam com um gravíssimo problema, de contornos ainda não previsíveis, (Novembro de 2008) além dos ditos normais da governação, seria avisado e de bom senso criar, no mínimo, um clima de apaziguamento na sociedade e nas opções políticas no Governo da Nação.
É este o estilo do actual PS (Novembro de 2008) e continua na forma do costume, sobre a batuta do actual Secretário-Geral: despachar as oposições, políticas e sociais, como quem termina o expediente do dia.
Qualquer militante com alguns anos de partido recordará, no mínimo, que os dois últimos Secretários-Gerais, por razões diversas, abandonaram o partido e o país.
É uma triste sina, de facto, só falta saber o que te levará daqui para fora, a LEI ou a tua consciência. É meu dever ser claro, não por dívida para contigo ou a alguém mais do que à minha consciência.
Faço votos de que não sejas varrido da mesma forma que os socialistas italianos, fugidos à justiça. É sempre reconfortante rever os esclarecidos ensinamentos de Norberto Bobbio (1909-2004) socialista italiano, que recomendava não considerar os adversários como inimigos, mas como perspectivas diversas de serviço comunitário, onde há sempre lugares comuns para o diálogo
Bettino Craxi de seu nome, tinha outra agenda a cumprir, como mais tarde todo o mundo soube, paz à sua alma. E à do Partido Socialista italiano e à do seu irmão-inimigo da democracia-cristã, também.
A solução em democracia, se ela é verdadeira, existe. Consiste em eleições, um meio para os indivíduos se livrarem de políticos e políticas ineficientes. Aquilo que Karl Popper considerava como a possibilidade de um golpe de Estado sem derramamento de sangue e sem violência.
É, em princípio, uma razão para não se desesperar, e é razoável esperar que numa democracia adulta os fracassos do Governo possam ser expostos e eliminados.
Os órgãos de comunicação, com honrosas excepções, como é clássico, têm a sua própria “agenda”, em regra “cheiram” o sangue ou de onde lhes vem a conveniente sobrevivência. As ditaduras eram igualmente eficazes em tais domínios, aí já estamos em paridade política.
A conquista do poder e a sua manutenção já só provocam apatia e desinteresse nas pessoas, dado que as diferenças na acção governativa, por todos os partidos, são incompreensíveis para a grande maioria dos cidadãos, não esperando benefícios pessoais pela eventual preferência por qualquer candidato, como se verá.
Cuidado com o voto de erro de “casting”. Este existe para castigar.
Assim, os altos níveis da abstenção nos recentes actos eleitorais revelam que a democracia está fragilizada e que o Estado se encontra longe das aspirações dos cidadãos. É um atentado à democracia se preferirmos uma democracia sem povo.
Uma verdadeira democracia significa mais do que um simples direito de eleger e ser representado por um político eleito, deve existir o direito de não sermos penalizados por acções arbitrárias, caprichosas, ou birrentas de políticos e políticas burocráticas, que no fundo replicam o chefe.
A verdadeira democracia inclui a verdadeira liberdade de criticar os políticos burocratas e as políticas de privilégios, sem intimidação ou outros constrangimentos.
Como podes ver até se repete o texto e o contexto, só há algo que não sabes nem podes iludir o povo, não fabricas dinheiro e esse facto tão banal vai virar todos contra ti, o povo é cruel, sem música não há festa, e a tua festa acabou.
Tecnicamente é possível uma saída de cena digna e constitucional, artigo 195 alínea b) A aceitação pelo Presidente da República do pedido de demissão apresentado pelo Primeiro-Ministro. Constituição da República Portuguesa. Para o bem do país e daqueles que dignamente e convictamente ainda acreditam na tua boa fé.


Armando Ramalho